Março 28, 2020

Produtor Luís Urbano: “Em Portugal conseguimos fazer melhor e mais barato”

Enquanto produzia Frankie, Luís Urbano desenvolvia outros projetos através da sua produtora O Som e a Fúria, em parceria com Sandro Aguilar. Entre eles, Patrick, de Gonçalo Waddington, exibido em competição no festival de San Sebastian, bem como Technoboss, do João Nicolau, um filme já estreado depois do festival de Locarno; por fim ainda o projeto brasileiro Pedro, de  Laís Bodanzky.

Informou-nos ainda que “o filme foi muito barato, custou 2 milhões e 200, sendo que a parte portuguesa terá andado à volta dos 900 mil € (sem contar com salários).” Confirmou também que este foi um dos projetos que inaugurou a política de captação de investimento para o cinema intitulada ‘cash rebate’. “Sim é um projeto bandeira e está aqui em competição. Aliás, nos créditos está que é um filme português.”

Trata-se de um verdadeiro projeto-bandeira não só “porque atrai para filmar em Portugal mas também para a questão de filmar em Portugal com técnicos portugueses. Isso é bastante importante, porque quem está a pensar filmar fora sabe que pode contar com isso. Nesse aspeto o filme mostra que fazemos melhor e mais barato.”

De referir que Luís Urbano é um dos mais relevantes produtores portugueses, com um invejável catálogo de filmes e afirmação da filmografia de inúmeros autores portugueses que fizeram percurso por festivais internacionais. Casos de Miguel Gomes, João Nicolau, Manoel de Oliveira, Salomé Lamas, Ivo Ferreira. Mais recentemente (co-)produziu Zama, de Lucrezia MartelRamiro, de Manuel Mozos, ou Mariphasa, com o sócio Sandro Aguilar.

 

 

 

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