Sábado, Dezembro 3, 2022
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O melhor do cinema português nos Caminhos de Coimbra

A XVIII edição do Caminhos do Cinema Português faz-se com 162 filmes distribuídos pelas salas do Teatro Académico de Gil Vicente, a Casa do Cinema de Coimbra, o Auditório Salgado Senha e o Convento de São Francisco.

Entre os escolhidos da Secção Caminhos, a mais importante do festival, está um conjunto de filmes que “agrega o melhor do cinema português”, como descreveu Tiago Santos, o director do festival. Seguramente, os melhores exemplos de produção nacional que pudemos ver nos últimos meses. Razão de sobra para uma devida actualização.

Na verdade, os melhores exemplos não faltam. O mais recente é Alma Viva, a estreia de Cristèle Alves Meira no longo formato, com uma história pessoal passada em Trás-os-Montes, que será também o candidato para representar Portugal nos Óscares de Hollywood. Ou então o mais recente trabalho de Paulo Carneiro, trocando o espaço de busca pessoal (também nos Trás-os Montes de Bosto Frio) pela paixão automobilística de Périphérique Nord

Teremos ainda a oportunidade de ver (ou rever) Fogo Fátuo, de João Pedro Rodrigues, apresentado este ano em Cannes, O Homem do Lixo, de Laura Gonçalves, Mato Seco em Chamasde Adirley Queirós e Joana Pimenta, revelado no passado festival de Berlim, bem como o grande vencedor dos principais prémios da edição deste ano do IndieLisboa, ou até a co-produção luso-brasileira Deserto Particular, de All Muritiba,

No formato de curta metragem, destacam-se diversos filmes que estiveram presentes no último Curtas de Vila do Conde, como Aos Dezasseis, de Carlos Lobo, Azul, de Ágata de Pinho, O Teu Peso em Ouro, de Sandro Aguilar. Alem, claro está, de Ice Merchants, a multipremiada animação de João Gonzalez, Garrano, de David Doutel e Vasco Sá.

A sessão de abertura do Caminhos decorreu no passado dia 5 na Casa do Cinema de Coimbra, com a exibição do filme Histórias Selvagens, de António Campos, em cópia restaurada pela Cinemateca Portuguesa, no ano em que se celebra o seu centenário. Trata-se de um filme de 1978, mesclando o documentário e a ficção, em que Campos retrata o mundo rural de Montemor-o-Velho. A sessão contou com a presença do diretor da Cinemateca Portuguesa, José Manuel Costa, e Tiago Bartolomeu Costa, director do projecto FILMar, com quem falámos durante a apresentação da retrospectiva de António Campos, integrada na secção Cinema Revisitado, do Curtas Vila do Conde. Aliás, a obra de António Campos (1922-1999), é um “tesouro” que importa descobrir, e que tem sido recuperada através do projeto FILMar, da Cinemateca Portuguesa.

Competentes para avaliar os diversos filmes a concurso da Seleção Caminhos do Festival Caminhos do Cinema Português, estará o júri oficial composto pelas actrizes Leonor Silveira e Sónia Balacó, bem como pelo actor Miguel Nunes, protagonista da série Glória (Netflix), o diretor do Doclisboa, Miguel Ribeiro e ainda o artista plástico José Maçãs de Carvalho.

Integram ainda o Júri de Imprensa, a jornalista cultural francesa Barbara Lorey, acompanhada de Vilma Reis, jornalista brasileira radicada em Coimbra, onde trabalha na revista Coimbra Coolectiva, e Paulo Portugal, autor do site Insider.pt. Quanto ao júri da Federação Internacional de Cineclubes (FICC), é formado por Graça Lobo (Portugal), Jacob Hansson (Suécia) e Gustavo Mariné (Espanha).

Paulo Portugal
Paulo Portugal
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