Sexta-feira, Outubro 7, 2022
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Allan Dwan na Cinemateca: o grande operário do cinema clássico americano

É a vez de Allan Dwan.
Talvez um dos cineastas menos conhecidos do período clássico americano, mas seguramente um dos que melhor se identifica com ele. Pelo menos é isso que revela a sua carreira iniciada em 1911 e terminada em 1961, com este THE MOST DANGEROUS MAN ALIVE, apesar de ter sido rodado em 1958, segundo informou José Manuel Costa, ontem à noite na abertura do ciclo.
A este filme chamou João Bénard da Costa “um dos maiores poemas telúricos jamais posto em imagens”. Na mais singular conjugação de géneros, entre a ficção científica, o melodrama romântico e o filme de gangsters.
Ron Randell e Debra Paget, em The Most Dangerous Man Alive (1961)
Uma sessão em dose dupla que incluíu THE MOTHER OF THE RANCH, de 1911, realizado aos 26 anos, talvez não o primeiro filme, mas dos primeiros ‘de uma bobine’ que realizou, entre os cerca de 1300-1600 filmes, a doutrina divide-se. E onde se percebe o lado ‘operário’ de Dwan. De trabalhar, de fazer, de inventar (D.W.Griffith que o diga, pois a Dwan deve algumas técnicas que usaria, como o uso da câmara em ‘Intolerância’).
O que importa mesmo é perceber como esse lado ‘artesanal’ está tão patente no extremamente directo filme de 1911, como no uso dos recursos (e cenários) ‘reciclados’ em 1961, exactamente 50 anos depois. É essa uma das grandes lições que os clássicos nos deixaram.
Agora venha a descoberta!
Paulo Portugal
Paulo Portugal
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