Quinta-feira, Agosto 18, 2022
Google search engine
InícioCinemaMulher Maravilha: A hora da Amazonas

Mulher Maravilha: A hora da Amazonas

75 anos após a estreia de Wonder Woman nos comics a super heroína mais reconhecida do mundo tem uma adaptação que acompanha a sua icónica presença.

As dúvidas eram muitas. Conseguiria a modelo israelita Gal Gadot, mais conhecida pelo seu papel como Gisele em Velocidade Furiosa, estar à altura do papel que desempenha? Conseguiria o filme mostrar uma versão da Mulher Maravilha num filme de qualidade e ao mesmo tempo demonstrar as diferenças de um filme de super-heróis masculinos? Relembremos também que é apenas a segunda vez na história que uma mulher, neste caso Patty Jenkins, dirige um filme com um financiamento acima dos 100 milhões.

O filme começa com a Mulher Maravilha a ser invadida pela nostalgia ao ver uma foto antiga, enviada das indústrias Wayne. Assim somos remetidos pelas suas memórias a conhecer as suas origens, durante um período que coincide com a Primeira Guerra Mundial.

E assim aterramos numa ilha onde vive o povo de Themyscira. Diana (o nome da Mulher Maravilha) é protegida pela rainha e também sua mãe Hipólita (Connie Nielsen) e pela sua tia Antíope (Robin Wright) que a ensina a combater. Conhecemos também a história destas guerreiras, e a grande luta entra os deuses que levou Zeus a enfrentar Ares, o deus da guerra. O aparecimento do britânico Steve Trevor (Chris Pine) e dos soldados alemães que o perseguem causa um tumulto na ilha. Após uma luta com consequências graves e uma explicação de Trevor sobre o mundo lá fora, Diana decide acompanhá-lo ao achar que a guerra se deve à presença de Ares.

O choque está logo presente na diferença de ambiente entre Themyscira e Londres. A primeira é alegre e cheira de cores, enquanto a segunda é repleta de uma tristeza que assola a cidade, num ambiente que parece retirado de um dos recentes filmes da DC realizados e produzidos por Zack Snyder. A ingenuidade de Diana também leva a algumas situações caricatas já que não compreende que nem tudo pode ser dividido em duas categorias, a do bem e do mal.

Entretanto ao vermos o aborrecimento que causa aos presentes a mera presença de Diana numa sala só com homens, somos confrontados com a diferença entre homens e mulheres vigente na época, bem como o dress code da altura. A criação de uma equipa para enfrentar os alemães constituída pelo árabe Sameer (Saïd Taghmaoui), pelo escocês Charlie (Ewen Bremner) e pelo nativo-americano Chefe (Eugene Brave Rock), que também revela algumas histórias de opressão, é feita de forma ideal já que as características individuais se completam. Os vilões Doutora Veneno e General Ludendorff também são bem representados por Elena Anaya e Danny Huston.

O slow motion durante as cenas de luta é uma característica bem-vinda e que ajuda a demonstrar a diferença de forças entre a Mulher Maravilha e o comum mortal, no entanto algumas das cenas de ação são exageradas parecendo apenas um mero jogo amador. A cena em que Diana sai das trincheiras em toda a sua glória deixando as suas dúvidas para trás em prol das razões porque luta é quando vemos a figura icónica que é a Mulher Maravilha e a importância que terá para quem vê, especialmente para o lado feminino.

Como não podia deixar de ser, o romance também invade a tela, ainda que sem o típico exagero. Há uma subtileza entre a relação de Diana e Trevor que paira no ar a cada contacto entre os dois. Algo natural que vai crescendo ao longo do filme, sem soar forçado.

Infelizmente, é um bom filme que acaba por se perder no final. Não há nenhum foreshadowing que nos leve sequer a pensar no plot twist referente a Ares que acontece à nossa frente e que nos deixa perplexos não num bom sentido, mas só num pensamento do quão absurdo é. Todos os clichés estão presentes, o discurso sentimental, o sacrifício, o relembrar o passado como motivação, o vilão que tem anos e anos de experiência, mas que inevitavelmente acaba por sucumbir para o herói e como não podia faltar as explosões sem medida que contrastam com todo o filme até aqui.

Ainda assim, é o melhor filme da DC desde a trilogia Batman de Christopher Nolan.

  • Classificação

Resumo

Infelizmente, é um bom filme que acaba por se perder no final. Não há nenhum foreshadowing que nos leve sequer a pensar no plot twist referente a Ares que acontece à nossa frente e que nos deixa perplexos não num bom sentido, mas só num pensamento do quão absurdo é.

RELATED ARTICLES

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

- Advertisment -
Google search engine

Most Popular

Recent Comments