Março 31, 2020

Berlinale: There Is No Evil, de Mohammad Rasoulof vence Urso de Ouro

There Is No Evil

A 7oª edição da Berlinale encerrou as portas no serão de sábado quando o Presidente do Júri, Jeremy Irons, entregou ao iraniano Mohammad Rasoulof, o Urso de Ouro, pelo filme There is No Evil, um drama sobre o impacto na sociedade da pena de morte, já com distribuição nacional assegurada pela Leopardo Filmes.

Num comunicado, o cineasta atualmente a servir uma pena de prisão, haveria de justificar o motivo por não estar presente na estreia do filme, alegando essa liberdade não lhe pertence, acrescentando ainda que “a imposição de tais restrições evidencia claramente a natureza intolerante e despótica do governo iraniano.”

Paula Beer, Undine

O júri internacional composto por Bérénice Bejo, Bettina Brokemper, Annemarie Jacir, Kenneth Lonergan, Luca Marinelli o Kleber Mendonça Filho, premiariam ainda o americano Never Rarely Sometimes Always, de Eliza Hittman, num drama abordando o tema da gravidez jovem. O prémio de Melhor Realização foi atribuído ao coreano Hong Sangsoo, por The Woman Who Ran.

Relativamente aos Ursos de Prata atribuídos aos prémios de interpretação foram distinguidas a actriz alemã Paula Beer pelo papel no filme de Christian Petzold Undine (um filem igualmente assegurado pela Leopardo Filmes), bem como ao ator italiano Elio Germano pelo filme Hidden Away, de Giorgio Diritti.

Elio Germano, Hidden Away

Os irmãos italianos Fabio e Damiano D’Innocenzo venceram o Urso de Prata pelo melhor argumento no filme Bad Tales, um drama sobre diversas famílias durante um verão fatídico. Já o prémio de contribuição artística foi entregue ao diretor de fotografia Jürgen Jürges pelo seu trabalho no filme russo de Ilya Khrzhanovskiy e Jekaterina Oertel Dau. ao passo que o novo Urso de Prata Berlinale 70 foi para Delete History, de Benoît Delépine e Gustave Kervern.

 

Palmarés 70ª Berlinale

Competição Oficial

Urso de Ouro: There Is No Evil, de Mohammad Rasoulof

Grande Prémio do Júri: Never Rarely Sometimes Always, de Eliza Hittman

Realização: Hong Sangsoo por The Woman who Ran

Actriz: Paula Beer, por Undine, de Christian Petzold

Actor: Elio Germano, por Volevo nascondermi, de Giorgio Diritti

Argumento: Fabio e Damiano d’Innocenzo, por Favolacce

Contribuição artística: Jürgen Jürges, pela fotografia de DAU.Natasha, de Ilya Khrzhanovsky e Jekaterina Oertel

Urso de Ouro especial do 70.º aniversário: Effacer l’historique, de Benoît Delépine e Gustave Kervern

Encontros

Melhor filme – The Works and Days (of Tayoko Shiojiri in the Shiotani Basin), de C. W. Winters e Anders Edström

Prémio especial do júri – The Trouble with Being Born, de Sandra Wollner

Melhor realizador – Cristi Puiu, por Malmkrog

Documentário

Irradiés, de Rithy Panh

Primeira obra

Los Conductos, de Camilo Restrepo

Curtas-metragens

Urso de Ouro – T, de Keisha Rae Witherspoon

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