Março 31, 2020

Berlinale: 70 anos celebrados por uma competição de nomes de culto

Berlin Alexanderplatz

A 70ª edição do Festival de Berlim abriu hoje com o filme do canadiano Philippe Falardeau My Year of Salinger, apresentado fora de competição e inspirado no livro da assistente editorial Joanna Rakoff, cuja missão era responder a correio dos fãs do famoso autor conhecido por levar uma vida de recato. No papel principal vamos encontrar Margaret Qualley, que deu nas vistas na sua curta participação em Era Uma Vez… em Hollywood, de Quentin Tarantino, bem como em Seberg – Contra Todos os Inimigos, no filme de Benedict Andrews que estreia esta semana.

Refira-se que a seleção oficial a concurso para o Urso de Ouro inclui 18 filmes, seja de autores conhecidos como o coreano minimalista Hong Sang-soo, com The Woman Who Ran; o francês apaixonado por cinema a preto e branco Philippe Garrel apresenta Le Sel des Larmes; o tailandês Tsai Ming-Liang, depois de um hiato de oito anos de ausência surge com Days; ao contrário da presença habitual do alemão Christian Petzold, desta vez marcado por Undine, uma vez mais com Paula Beer e Franz Rogowski. Quem regressa a Berlim depois de 25 anos de ausência é o americano Abel Ferrara, com o filme Siberia, uma vez mais com Willem Dafoe a tentar aprender as leis da natureza.

Em todo o caso, talvez um dos filmes mais aguardados seja mesmo a nova versão de Burhan Qurbani da novela de Alfred Doblin Berlin Alexanderplatz. Seguramente, a motivar uma comparação com a versão de Fassbinder em 1980 desse livro de culto.

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