Novembro 23, 2019
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Berlinale: a possibilidade de oração de ‘Lá Prière’ segundo Cédric Khan não nos converteu

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Um grupo de jovens e adolescentes ex-toxicodependentes reune-se numa comunidade rural onde exorcizam o mal corporal e de alma através da oração. Aì seguimos Thomas (Anthony Bajon) um jovem de 22 anos que após uma overdose de heroína decide submeter-se a esse tratamento de abstinência de consumos. Com os seus avanços e recuos, as incertezas e introspeções em que se ausculta o poder da fé e aposta na oração, Thomas acabará por encontrar o caminho certo por linhas tortas.

Mesmo evitando a caução religiosa como suporte de vontade, não deixa de cair em alguma bonomia na descrição de todo o cenário em redor deste comunidade de gente carente de apoio, aí sim, com alguns clichés deste tipo. Nesse sentido, partindo de uma mensagem mais consensual e também mais óbvia no sentido da descoberta interior que acaba por modificar Thomas. Seja ela divida ou meramente de uma descoberta pessoal. Interessante, mas intensa, a breve participação de Hanna Schygulla, no papel de freira que fundou essa instituição que acaba por dar um ‘empurãozinho’ a Thomas para procurar o seu ‘milagre’ interior.

Apesar de nunca deixar esta questão integralmente resolvida, talvez mesmo por existiram diversos caminhos para soluções igualmente diferenciadas, acabam por ficar no ar ideias que anseiam por solução e que podem até iniciar um campo de discussão entre o poder curativo do divido ou meramente a capacidade individual de cada um. É talvez aí que começa a discussão. Isto para quem a desejar, naturalmente.

 

Sobre Paulo Portugal 811 artigos
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