Junho 19, 2018

O “caos” Weinstein continua com ‘novos comportamentos exploratórios’

Com a abertura do processo civil contra Harvey Weinstein e a sua produtora, a The Weinstein Company, pelo estado de Nova Iorque, foram divulgadas novas informações que ameaçam a conclusão da venda do estúdio

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Harvey Weinstein (Reuters)

O Procurador Geral do Estado de Nova York, Eric Schneiderman, divulgou nesta semana mais detalhes sobre o processo civil instaurado pelo seu escritório contra o estúdio de cinema The Weinstein Company e um de seus fundadores, Harvey Weinstein.

A investigação feita pelo seu escritório descobriu que o produtor engajou em uma série de ações e comportamentos exploratórios, como “ameaças de morte, uso de mulheres como facilitadoras de seus assédios e ataques sexuais”, com o apoio do maquinário de sua empresa.

Eric Schneiderman afirma que o conselho administrativo e os gestores de topo da empresa sabiam do facto, e utilizavam de acordos monetários, com cláusulas de confidencialidade para silenciar as vítimas. Tudo isto com o capital da própria empresa. “As acções descritas são prova da cumplicidade da empresa”, diz o procurador geral, “provando que os gestores eram corruptos e falhos na proteção de seus empregados, quebrando a lei repetidamente”.

O procurador geral divulgou o processo civil em conferência de imprensa nesta semana, próximo ao final da negociação de venda da empresa pelos seus sócios ao grupo de investidores liderado por Maria Contreras-Sweet. Eric Schneiderman não tenciona prejudicar a venda, porém, espera que o acordo traga alguma compensação financeira para as vítimas. Veja abaixo a coletiva de imprensa (em inglês):

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