Maio 23, 2018

As Cinquenta Sombras Livre: entre o assédio e o ‘woman power’

Há pouco a dizer sobre As Cinquenta Sombras Livre. Aliás, na verdade nunca houve. Foi mais um evento de se ver. Tal como vimos na antestreia do S. Jorge, em Lisboa, junto dos VIP’s e colunáveis.

Não deixa de ser curioso ver um filme numa era #MeToo em que todos os tabus do sexo começaram a ser colocados em causa, com o tsunami das alegações de assédio sexual – sempre devido quando é real, talvez desnecessário quando se baseia numa intenção de auferir qualquer tipo de compensação material. Mas sim, As Cinquenta Sombras Livre, de novo com o competente James Foley ao comando das operações, acaba por ser também um filme dos nossos dias, já que tempera de forma hábil dominação com women power na franchise que ultrapassará os mil milhões de dólares.

Entramos então nesta nova etapa na vida de Christian Grey (Jamie Dornan) e Anastasia Steele (Dakota Johnson), e que até começa com o casal a dar o nó, antes de seguir numa lua de mel das Arábias – isto tudo ainda ano genérico inicial. O que se segue é, afinal de contas, a vida de um casal, com os bons momentos, as dúvidas, os jogos sexuais mais ou menos imaginativos, a ponderação de uma vontade machista e o despertar da tal independência e força feminina. E claro, o ingrediente secreto: a chegada de um bebé. Ah, sim, pelo meio diz que existe um perfume de thriller, embora isso seja o menos relevante.

 

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