Agosto 11, 2020

IFFAM: O cinema tem um rendez-vous em Macau

IFFAM

Pela segunda vez, a região de Macau recebe o IFFAM (International Film & Awards Festival) numa montra de cinema que se desenrola desde o dia 8 até amanhã, quinta-feira, dia 14. O Insider teve oportunidade de acompanhar o certame, como convidado, embora não desde o início devido à cobertura dos EFA (European Film Awards), em Berlim. E depois de algum acerto de tempo e jet lag – sempre são oito horas de diferença no fuso horário da escala que fizemos de Lisboa – deixamos aqui algumas das notas mais relevantes até ao momento.

A primeira nota é que Macau não é só casinos. Apesar do número ser bem superior a Las Vegas (fala-se em sete vezes mais), não é só de salas de jogo que vive esta região administrativa especial da China. O cinema passa a ser uma das ofertas a desenvolver.

A Presidente do IFFAM, D. Maria Helena de Senna Fernandes

Desde logo, uma missão corroborada por Maria Helena de Senna Fernandes, diretora dos Serviços de Turismo e Presidente da Comissão Organizadora do Festival Internacional de Cinema e Cerimónia de Entrega de Prémios de Macau. De resto confirmada pelos objetivos da entrada do novo diretor artístico, o britânico Mike Goodridge, que abraça a responsabilidade de alavancar nesta região um foco de cinema com ambição e possibilidades, tal como nos confessou numa entrevista a publicar em breve). Interessará referir ainda que o conselho consultivo do IFFAM conta ainda com a participação do produtor português Luís Urbano.

Mas falemos então de filmes. Desde logo para dizer que o festival abriu em bom tom, com Paddington 2, estreado a semana passada entre nós, a antecipar uma secção competitiva constituída por primeiras e segundas obras, onde encontramos filmes de qualidade, muitos deles presentes no último festival de Veneza, como Foxtrot, do israelita Samuel Maoz, vencedor do Grande Prémio do Júri, Jusqu’à la Garde, de Xavier Legrand, galardoado com o Leão de Prata de melhor realizador para Xavier Legrand, Temporada de Caza, da argentina Natalia Garagiola, vencedor do prémio da Semana da Crítica, The Cakemaker, de outro israelita Ofir Raul Grazier. Competem ainda Borg vs. McEnroe, já estreado entre nós, Beast, do britânico Michael Pearce, entre outros.

Foxtrot

Missão apertada para o júri presidido pelo realizador francês Laurent Cantet e coadjuvado pela atriz chinesa Joan Chen, a cineasta austríaca Jessica Hausner, o escritor britânico Lawrence Osborne e o realizador de Singapura Royston Tan. A eles caberá a entrega dos prémios em diversas categorias.

Entre as outras secções não competitivas descobrem-se também alguns dos candidatos seguros à corrida aos Óscares. Falamos de Call My By Your Name, um dos grandes filmes do ano e dos principais favoritos a Melhor Filme, do italiano Luca Guadagnino, tal como de The Florida Project, de Sean Baker, A Forma da Água, de Guillermo del Toro, vencedor do Leão de Ouro em Veneza, ou Suburbicon, de George Clooney, igualmente da safra veneziana.

Portugal fez-se representar, e bem, por A Fábrica de Nada, de Pedro Pinho, um filme que tem dominado vários festivais. E também em língua portuguesa As Boas Maneiras, de Marco Dutra e  Juliana Rojas, mas com a portuguesa Isabel Zuaa.

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