Outubro 30, 2020

Morreu Jeanne Moreau, a mulher que viveu no turbilhão da vida

Atingiria o zénite em Jules e Jim, de Truffaut, mas participaria ainda em fim de carreira no último filme de Manoel de Oliveira, O Gebo e a Sombra.

Faleceu hoje, aos 89 anos, Jeanne Moreau, na sua casa em Paris, adiantou a AFP. Apagou-se a atriz de Jules et Jim, de Truffaut, de Fim-de-Semana no Ascensor, de Louis Malle, e de A Noite, de Antonioni. Talvez importe recordar ainda que no final da sua enorme carreira, com mais de uma centena de filmes, ao longo de mais de seis décadas, Jeanne Moreau haveria ainda de trabalhar com Manoel de Oliveira, precisamente no derradeiro filme do realizador português, O Gebo e a Sombra, ao lado de Claudia Cardinale, Michael Lonsdale e Luís Miguel Cintra. Seria esse o seu penúltimo filme.

Apesar de se ter iniciado no teatro, haveria de ser no cinema que Moreau marcaria o seu espaço. E uma geração. Sobretudo com o seu canto de liberdade em Jules e Jim, em 1962, embora já depois de ter recebido, dois anos antes, o prémio de Melhor Atriz, em Cannes, pelo seu trabalho em Moderato Cantabile, de Peter Brooke.

O Presidente Emanuel Macron deixou no Twitter uma mensagem simples: “Lenda do cinema e do teatro, Jeanne Moreau foi uma artista envolvida no turbilhão da vida com liberdade absoluta”.

 

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