Novembro 22, 2019
insider

So long, Jonathan Demme: fica o sonho visionário

Morreu o homem por detrás de O Silêncio do Inocentes, Filadélfia, Stop Making Sense ou Melvin e Howard. Ficou o seu cinema. 

Jonathan Demme era peculiar. Um homem dotado de uma vontade e olhar que poucos possuem. Um inovador pelo seu trabalho em Stop Making Sense, um defensor dos direitos humanos usando o filme Filadélfia para chamar a atenção da Sida. Via as personagens pelo que podiam ser no seu lado mais artístico e extravagante, e não pela sua simplicidade. Um dos poucos cineastas que provou que consegue fazer um pouco de tudo, desde comédia a documentários passando pelos thrillers e terror, sem pôr de lado a qualidade. Demme era uma pessoa feliz, sempre disposto a ajudar e sempre alegre para os outros e com os outros. Via o mundo de forma positiva. Morreu hoje. Em casa, em Nova Iorque. O mundo perde aqui uma força imparável.

Jonathan que tinha 73 anos foi afetado por cancro do esófago e por problemas de coração aos quais infelizmente não resistiu. O anúncio da sua morte foi anunciado pelo seu representante num comunicado.

O cineasta que começou a sua carreira como produtor de Roger Corman no filme Angels hard as they come (1971), teve a sua estreia como realizador com A gaiola das tormentas (1974), e tornou-se uma força a ser reconhecida por filmes como Silêncio dos Inocentes (1991) protagonizado pela icónico Anthony Hopkins, e que chegou a triunfar em várias competições cinematográficas, pelo filme Filadélfia (1993) vencedor de 5 prémios como, por exemplo, óscar de melhor Actor ganho por Tom Hanks, e o filme-concerto Stop Making Sense (1994) tendo como protagonistas a banda Talking Heads. Este seu amor pela música levou-o também a realizar 3 documentários sobre o Neil Young, e videoclips para os New Order e Bruce Springsteen. Este ano podemos ainda ver a sua marca na série Shots Fired que teve o seu começo dia 22 de março.

A última presença em Portugal do cineasta foi em 2015 como convidado do Lisbon & Estoril Film Festival onde teve direito a uma homenagem e à visualização de diversos trabalhos seus como é o caso do documentário Neil Young: Heart of Gold (2006).

 

 

 

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