Dezembro 7, 2019
insider

Há muito cinema português para descobrir no IndieLisboa

João Pedro Vaz e Beatriz Batarda vivem dilema familiar em Colo, de Teresa Villaverde

A 14ª edição do festival acontece de 3 a 14 de maio. A presença portuguesa é garantida com 45 filmes: 12 longas e 33 curtas metragens. É a maior seleção de sempre de obras portuguesas para competição.

Em 2016 eram 40, agora são 45 os filmes portugueses em exibição no IndieLisboa. A tendência parece ser a de reforçar a presença de obras com assinatura lusa. Miguel Valverde, da direção do festival, destacou na conferência de imprensa “a maior seleção de sempre em competição nacional do IndieLisboa”.

Na competição internacional de longas-metragens há apenas um título com produção exclusivamente nacional: Amor, Amor.  Esta repetição de palavras é o mais recente filme de Jorge Cramez e explora o que significa entrar na idade adulta através da perspetiva de um grupo de amigos. Nas curtas, Portugal está representado pela animação de André Ruivo, O Circo e com o regresso de Joana Pimenta ao festival (depois de ter sido premiada em 2014 com As Figuras Gravadas na Faca Com a Seiva Das Bananeiras). Desta vez a jovem realizadora portuguesa traz Um Campo de Aviação, que ganhou em novembro o grande prémio no festival internacional em Bilbau.

Indie Longas

Já na competição nacional, há seis longas-metragens. Amor, Amor, de Jorge Cramez, Encontro Silencioso, a estreia nas longas de Miguel Clara Vasconcelos e Dia 32, o documentário que marca o regresso de André Valentim de Almeida ao festival. A estes três juntam-se ainda Luz Obscura, o documentário de Susana de Sousa Dias sobre a história do ativista político Octávio Pato, Coração Negro, de Rosa Coutinho Cabral, sobre a degradação de uma relação, e Fade Into Nothing, de Pedro Maia em colaboração com Paulo Furtado (aka Legendary Tigerman).

Indie Curtas

Quanto a curtas na competição nacional… são muitas. Mais precisamente 18 e algumas passaram por festivais internacionais como é o caso de Nyo Vweta Nafta de Ico Costa, que esteve presente em vários festivais ou Um Campo de Aviação, de Joana Pimenta, que esteve a concurso em Locarno. Destaque também para Ubi Sunt, o projeto de Salomé Lamas – que vai estar no prestigiado festival de Oberhausen – sobre a expansão da cidade portuense. São quase duas dezenas de curtas que espelham a diversidade da produção nacional.

… e Fora de competição 

Fora de competição mas com especial importância no festival está a primeira longa metragem de Leonardo Mouramateus: António Um Dois Três e Rosas de Ermera, o documentário de Luís Filipe Rocha sobre a família de Zeca Afonso. Esta última é uma estreia mundial.

Colo abre o festival 

“Nós este ano decidimos que, para precisamente mostrar que o cinema português continua a ser para nós muito importante, o filme de abertura do festival seria um filme português”, revelou Miguel Valverde, na conferência de imprensa. A obra é nada mais nada menos que o muito aguardado Colo, de Teresa Villaverde. O filme, que trata, entre outras coisas, a solidão da crise, estreou-se na competição em Berlim e abre agora o festival lisboeta, a 3 de maio.

Vivem-se tempos particulares para o cinema português, com as questões sobre o financiamento e a postura do ICA (Instituto do Cinema e do Audiovisual) cada vez mais na ordem do dia e, por outro lado, o reconhecimento internacional cada vez mais evidente. É caso para dizer que, apesar das adversidades, a produção nacional promete resistir. Com um orçamento ligeiramente superior ao ano passado, o IndieLisboa traz, de 3 a 14 de maio, quase três centenas de filmes, que vão passar pelas salas da Culturgest, Cinemateca Portuguesa, Cinema São Jorge e pelo renovado Capitólio. A programação completa do festival já está online e os bilhetes estão à venda a partir de 19 de abril.

http://indielisboa.com

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