Outubro 26, 2020

O Primeiro Encontro: Amy Adams é  ‘mente brilhante’ num encontro imediato com ETs

 

Provavelmente, só quem desconhecer a carreira impressionante de Amy Adams duvidará dos seus enormes atributos. Se bem que na apresentação da sessão de gala de Arrival, do canadiano Denis Villeneuve, na praça Leiceister Square, aqui em Londres, a atriz americana mostrou que a sua ‘mente brilhante’ também sabe transformar-se numa verdadeira sirene sensual. Apesar do ar fresco que já se faz sentir na capital londrina, a red carpet aqueceu, e de que maneira, diante do seu decote generoso.

 

Já no encontro com a imprensa, após a gala, Amy revelou-se bem mais recatada e maternal. E referiu mesmo que a companhia da filha durante parte da rodagem lhe deu mais confiança. E é bom saber que teremos em breve mais Amy Adams, já que, daqui a dias, irá apresentar uma outra vertente do seu enorme talento, no novo filme do estilista texano Tom Ford Nocturnal Animals/Animais Nocturnos. Isto antes de se transformar em Lois Lane, na aguardada saga de super-heróis Justice League.

 

Mas promoção do filme, é assim mesmo. Sobretudo quando se trata de estrelas do calibre de miss Adams, já por cinco vezes nomeada a um Óscar. E mais ainda quando se trata de um filme em que faz de linguista ao serviço do governo americano e destacada para tentar criar uma plataforma de entendimento com seres extra-terrestres que visitam o nosso planeta. Temos então um objeto de ficção científica, embora adornado de diversos elementos bem mais humanos que evitam que o lado científico se descaracterize. Em grande parte, devido ao empenho de Amy e recriar a Dra. Louise Banks, uma linguista encarregue de estabelecer o contacto quando uma dúzia de naves com a aparência de uma gigantesca lente de contacto pairam em diversas cidades do globo.

 

É ótimo perceber que a minha personagem é inteligente e não tem de se afirmar como tal, admitiu a atriz, para logo acrescentar, até porque ela usa a inteligência para o bem comum. De resto, Amy reconheceu que o gozo de trabalhar com Denis Villeneuve, o autor do recente (e pungente) Sicario. Foi ótimo perceber que o Denis encarava o filme exatamente como eu o via. Sobretudo quando lhe pediu para actuar como se estivesse a pensar na minha filha. Isso fez-me pensar e percebi que ele me iria proteger. Não eu, mas a minha personagem. Na verdade, percebe-se que Amy ficou seduzida por esta mulher. Tive uma sorte tremenda em poder absorver esta mulher.  Razão pela qual o realizador teve mesmo de refrear o seu ímpeto. Ainda assim, com uma prestação que lhe poderá muito bem render nova nomeação.

 

Apesar do filme lidar com uma ideia política, no fundo, de percebermos como enfrentamos a diversidade, neste caso, com uma entidade alienígena, a ideia de atualizar o tema para o momento presente motivou-lhe o seguinte comentário, possivelmente direcionado para uma personagem política americana igualmente ‘do outro mundo’. Na verdade, não me lembro de viver um momento semelhante…

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