Outubro 31, 2020

Jeff Bridges comenta nomeação ao Óscar:

“Estou descontraído porque sei que não vou ganhar”

O Jeff foi nomeado a primeira vez ao Óscar (‘Last Picture Show’) quando tinha vinte e poucos anos. Como compara com esta vez?

Agora é uma campanha muito diferente. O marketing faz tudo. Ainda bem que é com ‘Indomavel’, um filme que gosto muito.

Já pensou no seu discurso de agradecimento?
Não porque acho que nao vou ganhar…

É verdade que a Hailee Steinfeld (actriz de 14 anos também nomeada para um Óscar) cobrava uma multa por cada palavrão que diziam no set?
(Risos) É verdade, mas eu não queria ser mal interpretado ao passar-lhe 50 dólares para as mãos. Mas é verdade, devo-lhe algum dinheiro…

Aborrece-o que continue a ser mais conhecido por o ‘Dude’, a personagem de ‘O Grande Lebowski’, um outro filme também dos Coen?
Como gosto tanto do filme que acabo por me divertir também. E sabe que existe mesmo um Lebowski Fest, onde as pessoas se mascaram como as personagens do filme? É alucinante… Quando sou convidado levo a minha banda e toco para um mar de ‘Dudes’.

O que os fascina mais ao trabalhar com os Coen?
Eles são provavelmente os meus realizadores favoritos. São mestres naquilo que fazem. Para eles tudo parece fácil.

Quando aceitou este projecto estava decidido a fazer um papel bem diferente do que John Wayne fez com a mesma personagem em 1969? Sentiu-se intimidado?
Um pouco, mas os Coen disseram desde o inicio que esse a única referencia seria o romance.

O Jeff é realmente um homem de vários talentos, por isso eu pergunto. Como é o Jeff Bridges em casa? É também um bom pai?
Tento ser o melhor pai possível. Por acaso em ‘Indomável’ tive a felicidade ter a minha filha do meio, Jacey, como assistente. Esteve comigo todo o tempo. Pudemos tocar juntos. Foi óptimo. Para mim trabalhar e brincar é muito parecido. Por isso gosto de ter projectos que os envolvam a eles.

Como é que os seus filhos encaram o seu trabalho? É com admiração ou também com critica?
São meus filhos, por isso recebo mais elogios.

Tanto este papel como o que interpretou em ‘Crazy Heart’, que lhe deu um Óscar, sao personagens um pouco na margem da sociedade. É algo que aprecia representar?
Acho que sim, da-me bastante prazer.

Sei que está também a trabalhar no seu novo disco?
Sim! Com o T-Bone. Vamos gravar este ano.

É difícil para si o equilíbrio de tudo isso? Porque sei que também é fotografo…
Sim e não. Quando começo a aquecer o meu lado criativo, acho que todo o meu ser responde. São afinal todos aspectos diferentes

Paulo Portugal, em Berlim
Entrevista Publicada no Correio da Manhã

 

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